setembro 23, 2021
CPI da Pandemia

A CPI Começou com o vírus…“ninguém sabe como termina”

Pedro França/Agência Senado

Edivaldo Júnior

Cada CPI tem sua história. Mas há algo em comum entre elas. Começam de um jeito e podem evolui para algo inesperado.

Na avaliação de alguns integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid no Senado, a CPI passa agora por um daqueles momentos de inflexão – em que todos os trabalhos e atenções se voltam para um objeto e objetivo diferente do inicial.

Durante a última sessão da Comissão, nessa sexta-feira (25/06) o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, servidor federal Luis Ricardo Miranda (do Ministério da Saúde) apresentarem em depoimentos suspeitas de pressão político no processo que envolve a compra da vacina indiana Covaxin, pelo governo federal. Entre as suspeitas, tentativa corrupção e prevaricação.

“Como sempre se diz, CPI sabe-se como começa e não como termina. Esta começou com o vírus. Agora, chegou ao câncer.”, afirmou o relator da CPI, senador Renan Calheiros em suas redes sociais, neste sábado (26).

O comentário veio após a sessão turbulenta da CPI da Covid-19, realizada na noite de sexta-feira

De acordo com Renan, “os depoimentos na CPI reforçam as suspeitas de propina no nebuloso caso da vacina Covaxin”.

“O presidente foi informado dos escândalos envolvendo a covaxin em 20/3. Prometeu acionar a PF e não o fez. O motivo foi revelado hoje à CPI. Bolsonaro disse ao deputado Luís Miranda que o líder do governo, Ricardo Barros, comandou a operação”, tuitou ainda Renan Calheiros sobre o caso.