setembro 28, 2021
Polícia

Ação cumpre mais de 120 mandados judiciais em Alagoas e mais três estados

Repórter Maceió

A Delegacia Especializada de Roubos da Capital (DERC), da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), comandada pelo delegado Thiago Prado, participa de uma operação nacional deflagrada na manhã desta terça-feira (15). A ação, denominada de Operação Piànjú, é da Polícia Civil do Espirito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Furtos e Roubos de veículos-DFRV/DEIC e GAECO/MPES com apoio das Policias Civis de SP, AL e CE e da Capitania dos Portos, objetivando a desarticulação de uma estruturada Organização Criminosa (Orcrim), com atuação interestadual e internacional.

O grupo criminoso atuava de forma estruturada com a finalidade de praticar diversos crimes, entre eles: organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e particulares, inserção de dados falsos em sistemas informatizados, falsidade ideológica, estelionato e falsa comunicação de crime.

A operação ocorreu de forma simultânea nos estados do Espírito Santo (Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica), São Paulo (Capital, Santos e Jaguariúna), Ceará (Fortaleza) e Alagoas (Maceió), tendo sido empregados 118 agentes, entre Delegados, Investigadores e Agentes das Polícias Civis dos Estados do Espírito Santo, São Paulo, Ceará e Alagoas, além de Promotores de Justiça e Agentes dos GAECOs do Espírito Santo e São Paulo.

Foram expedidos 126 mandados judiciais, sendo, 18 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 30 mandados de busca e apreensão, 23 sequestros de embarcações, 43 ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias e 2 ordem judiciais de suspensão de atividades econômicas.

Dentre as ordens de busca e apreensão encontram-se 12 imóveis, três veículos de luxo, 12 motos aquáticas e 11 embarcações.

Durante dois anos de investigação, a Divisão de Furtos e Roubo de Veículos comprovou que a célula da Orcrim investigada, que atuava no estado do Espírito Santo, composta por dois grandes empresários capixabas (além de diversos outros membros), agia como “prestadora de serviços” de lavagem de capitais para outras organizações criminosas possuindo, inclusive, ligação com empresas e pessoas investigadas e denunciadas no âmbito de diversas fases da Operação Lava Jato da PF/MPF/JF, entre elas a Operação Chorume, Operação Descarte, bem como empresas que já foram investigadas por atuarem com os doleiros, todos no âmbito da Força Tarefa da Operação Lava Jato, além de uma empresa investigada pelo MPRJ, por desvios de mais de R$ 98 milhões em ICMS, tendo esta Organização Criminosa sediada no Estado do Espírito Santo movimentado mais de R$ 800 milhões.

Foram dados cumprimentos aos mandados de prisão expedidos dos membros responsáveis pelo esquema de lavagem de capitais, que era realizada por meio de empresas de fachada e fictícias, que eram criadas valendo-se de identidades falsas, expedidas pelo Setor de Identificação da própria Policia Civil do Espírito Santo, onde a Organização Criminosa se valia da precariedade do sistema atual de emissão de identidades civis e os beneficiários da lavagem, ou seja, os “clientes” que tinham os valores remetidos para contas de empresas na China e EUA.