maio 16, 2021
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AL será primeiro a implantar programa “sinal vermelho”, diz Renan

Edivaldo Júnior

A campanha surgiu em plena pandemia para socorrer mulheres em situação de violência no Brasil. Em tempos de isolamento, aumentam as dificuldades para elas denunciarem os agressores.

Diante desse cenário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançaram a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica em 2020.

A iniciativa tem como foco ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país.

O protocolo é simples: com um “X” vermelho na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou mesmo um batom, a vítima sinaliza que está em situação de violência. Com o nome e endereço da mulher em mãos, os atendentes das farmácias e drogarias que aderirem à campanha deverão ligar, imediatamente, para o 190 e reportar a situação.

Alagoas, segundo o senador Renan Calheiros (MDB) será o primeiro Estado a implantar oficialmente o programa.

“Deputados alagoanos aprovaram o programa ‘sinal vermelho’ de socorro a mulheres em risco. A ideia foi encampada pela deputada Fátima Canuto. Pedi ao governador Renan Filho para acelerar a sanção e AL será o primeiro estado a implantar o programa”, adianta Renan Calheiros no Twitter.

O projeto de lei foi de autoria da deputada Fátima Canuto (PRTB), que institui no Estado de Alagoas o Programa de Cooperação e Código Sinal Vermelho, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Alagoas na terça-feira (16).

“A proposta em questão foi inspirada nas ideias inovadoras da campanha ‘Sinal Vermelho’ promovida pela AMB e CNJ, e é uma resposta do legislativo do Estado de Alagoas às mulheres vítimas de violência doméstica que, de maneira discreta, por meio de código falado ou sinal marcado na palma da mão, poderão ter ampliadas as suas possibilidades de pedido de socorro e ajuda, seja nas farmácias partícipes ou nas repartições públicas”, explica Fátima Canuto.