setembro 28, 2021
Opinião

Ano novo a origem da colheita e fartura até o despertar da era contemporânea


Redação Repórter Nordeste

Ueldison Alves

O ano novo ou o réveillon, é comemorado por todo mundo a passagem de um ano para outro, mas como seu deu essa festa que celebramos no dia 31 de dezembro, o último dia do ano.

Primeiramente é importante ter em mente que nada que fazemos hoje é algo aleatório, a festa que celebramos hoje já foi uma festa da colheita na antiga Mesopotâmia, esse período os caldeus, fenícios e posteriormente os persas, viviam de extrema ambulância em suas colheitas, pois passavam o ano inteiro plantando e colhendo de maneira natural, ou seja, eles viviam conforme o tempo natural favorecia a essas colheitas, porém dentro de 1 ano completado, a fartura era certa por causa do período fértil que essas terras viviam e foi se modificando ao longo do tempo.

Já no império romano o ritual era voltado aos imperadores, a cada novo imperador que assumisse o cargo, a festa era realizada para celebrar e desejar sorte a nova vida que o imperador vivia, os votos eram de prosperidade para com seu poder e para com o povo romano, período de paz também era desejado ao novo _imperator .

Até porque os romanos viviam em guerras constantes com os bárbaros, então os gastos com guerras era enorme, isso não mudou com a queda do império romano do ocidente no século V, o império romano oriental continuou a tradição.

O que vai tornar uma festa como tradição a qual conhecemos hoje são duas coisas fundamentais: a mudança do calendário Juliano para o Gregoriano realizada pela igreja católica, acrescentando 15 a mais no calendário que perdura até os dias atuais, mudança nos meses que até então era colocado em nome de deuses e imperadores e o segundo e mais importante ponto é a revolução francesa.

Na idade moderna 1453 a 1789, festejar qualquer coisa era algo comum realizado pela nobreza, até a palavra réveillon era utilizado de maneira vaga, tinha glamour, muita bebida e comida, danças que durava a madrugada toda, mas com a queda da monarquia, os revolucionários franceses deram um outro sentido a essa festa, denominando réveillon no despertar ou acordar.

Acordar para o novo sentido, novo ano, nova era e assim a saída do velho para a nova ordem, existem alguns conceitos ainda não concretos na qual alguns historiadores falam que o dia 1 de abril é considerado o dia da mentira pelo motivo dos franceses comemorarem o ano novo na passagem de março para abril.

Não podemos descartar de toda essa hipótese pois, nem os mesopotâmicos, nem os romanos comemoravam essa data em dezembro no calendário Gregoriano, se olharmos um pouco mais a funda, cada cultura comemorava em períodos diversos, então existe uma credibilidade a tais pesquisas que não foi conclusiva ainda. Quem foi o responsável por essa mudança de data? Claro, a igreja, o calendário Gregoriano traz algo inovador e regrado, desde o dia do Halloween até a morte de Cristo que se dará na páscoa, período de muitas festas (final de ano) até o luto de quarenta dias pós festas.