setembro 20, 2021
Política

Arthur Lira vence em 1º turno e é eleito presidente da Câmara

Deputado recebeu 302 votos; favorito desde do começo, Lira tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro

A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, marcada pela disputa e troca de farpas, chegou ao final nesta segunda-feira (1º) com a eleição do deputado federal alagoano Arthur Lira (Progressistas). Favorito desde que se inscreveu no pleito, por conta do forte apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele entra para a linha sucessória do país, depois de liderar o chamado “Centrão”.

Com o discurso de união e defesa da governabilidade, durante toda a campanha, Lira evitou o embate direto com o principal opositor, o deputado Baleia Rossi (PSDB-SP). Entretanto, não foram poucas as vezes que acusou o atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), mentor de sua candidatura, de ser personalista e não dirigir a casa com transparência.

Lira defendeu que os deputados conheçam a pauta com antecedência para evitar surpresas na hora da votação. Para ele, mais importante que usar o cargo para pressionar o governo, vale a negociação para viabilizar a atividade parlamentar e, por consequência, garantir as ações para seus respectivos estados.

Com isso, ao logo da semana e até mesmo horas antes de sua eleição, foram muitos os deputados que inicialmente estavam no grupo oposicionista que acabara migrando para a sua candidatura. O próprio DEM, partido do presidente Maia, não chegou a um consenso em torno da candidatura de Rossi e ficou livre para escolher entre as nove candidaturas da casa, mas claro com tendência de apoio a Lira.

Um outro argumento muito importante que acabou contribuindo para a vitória foi o seu compromisso em garantir o debate e a articulação para o trâmite das reformas administrativas e tributária. Ambas, são de interesse do governo e do setor produtivo do país. Por isso, Bolsonaro depositou todo o apoio em sua candidatura, reconhecendo sua liderança e capacidade para lhe dar tranquilidade de governar.

Na prática, se o governo que vinha jogando “peso” na liberação de emendas para os parlamentares continuarem atendendo aos interesses da casa e esta, por sua vez, além de manter a governabilidade aprovar as reformas, dificilmente um dos 63 pedidos de impeachment sairão da gaveta. O próprio Lira lembrou que todos os processos já tramitam na casa há mais de um ano e próprio ex-presidente Rodrigo Maia não os colocou para ser analisados porque não tinham sentido e objeto real que fundamentasse sua discussão.