setembro 28, 2021
Saúde

Campanha de combate ao mosquito da dengue em Maceió é realizada pela internet por causa da Covid-19

Segundo a Sesau, este ano, mais de 1800 pessoas tiveram a doença em Alagoas

Por G1 AL

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Comitê de Combate à Dengue e Riscos Ambientais, começou nesta segunda-feira (23), em Maceió, uma campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya. Parte da campanha está sendo realizada nas redes sociais por causa do distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19.

Para alertar e conscientizar a população sobre os riscos do mosquito, a SMS tem disponibilizado cards informativos e vídeos educativos no Instagram do órgão e nas mídias sociais de instituições parceiras. A ação acontece até o dia 28 de novembro.

“A gente precisa muito que a população colabore, se empenhe, até por causa do distanciamento a gente não está podendo fazer as visitas dentro dos imóveis. Então você tendo esse olhar de cuidado na sua casa, você vai está evitando a proliferação do vetor que pode está provocando a doença pra dentro de sua casa e pros seus vizinhos também. A intenção é que neste período de pandemia a gente fizesse uma campanha que fosse mais virtual do que presencial como é de costume fazer nos anos anteriores”, disse uma representante do comitê, Adriana Araújo.

Ainda segundo Adriana , os principais focos do mosquito que a população deve ficar atenta são as caixas d’água, lixo, água parada em pneus, garrafas, brinquedos das crianças que ficam expostos e em vasilhas de animais.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) revelam que este ano, em Alagoas, 1851 pessoas tiveram dengue, 9 tiveram zika e 21 tiveram chikungunya. Os sintomas mais recorrentes dessas doenças são dores nos ossos, por atrás dos olhos e nas articulações, manchas avermelhadas, febre e fadiga.

Casos mais graves podem levar a morte ou, em caso de mulheres grávidas, o filho pode nascer com microcefalia e outros problemas graves no cérebro.

A recepcionista Maria Aparecida e a frentista Tanama Santana tiveram a mesma doença, a chikungunya. Elas sentiam dores nos ossos e nas articulações, e até hoje têm sequelas.

“Eu passei uns 20 dias, era muita dor, eu não tinha ânimo para nada. Muita dor nos ossos, eu não conseguia fechar a mão e até hoje eu sinto. Eu não consigo lavar roupa bem. Quando vou lavar eu não consigo fechar totalmente a mão”, disse Aparecida.