maio 11, 2021
Política

Empresários e apoiadores criticam Bolsonaro na crise sanitária, e luz amarela acende no Planalto

(Brasília - DF, 26/11/2020) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR


Empresários e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro passaram a reclamar da conduta dele na crise sanitária de Covid-19 diretamente ao Palácio do Planalto, fazendo acender a luz amarela dentro do governo.

Segundo assessores presidenciais, as queixas começaram a ser feitas com maior intensidade nas últimas semanas e chegaram ao presidente.

No empresariado, as reclamações estão sendo feitas tanto por empresários não bolsonaristas, mas que apoiam a agenda econômica do governo, quanto pelos bolsonaristas.

Eles estão se queixando principalmente da lentidão do programa de vacinação e do risco de falta de vacinas. Avaliam que o presidente Bolsonaro tem responsabilidade no agravamento da crise e pedem correções de rumo.

“Os empresários, bolsonaristas e não bolsonaristas, estão mandando o recado de que o presidente precisa mudar, porque a crise está se agravando e a vacinação é que irá garantir a recuperação da economia. Sem ela, o país vai travar de novo. É o alerta que os empresários estão fazendo”, disse ao blog um interlocutor do presidente da República.

Outros grupos de apoiadores também estão reclamando diretamente ao Palácio do Planalto pelo agravamento da crise, entre eles, o grupo dos evangélicos.

Os pastores reclamaram com a equipe presidencial que, sem vacinação em massa, o país não voltará à normalidade, e as atividades, como os cultos nas igrejas, vão seguir paralisadas.

Líderes de igrejas evangélicas avaliam que o governo precisa se empenhar mais para resolver o problema da falta de vacinas, principalmente nas negociações com a China para liberação dos princípios ativos que vão permitir a fabricação de vacinas no país pelo Instituto Butantan e Fiocruz.

Além das queixas diretas ao Planalto, a última pesquisa Datafolha, mostrando que a avaliação negativa do governo subiu de 31% para 40%, ultrapassando a positiva, que caiu de 37% para 31%, também serviu como um alerta dentro do governo de que é preciso fazer correções de rumos.

“O presidente precisa mudar a sua postura, porque agora ele começou a perder apoio entre seus apoiadores”, acrescentou um interlocutor presidencial.