maio 16, 2021
Política

Joe Biden amplia ajuda emergencial nos EUA enquanto Bolsonaro abandona os brasileiros na pandemia

(Brasília - DF, 26/11/2020) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR


Blog do Esmael

O presidente Joe Biden continuou acelerando suas ordens executivas destinadas a direcionar ajuda federal adicional para famílias em dificuldades para pagar alimentos em meio à pandemia e ajudar os trabalhadores a se manterem seguros no trabalho. Nesta sexta-feira (22), o mandatário americano emitiu um novo “esforço de guerra em larga escala” para combater a pandemia do coronavírus.

Biden, que prometeu usar o poder da presidência para ajudar a mitigar as consequências econômicas da pandemia, instruiu o Departamento do Tesouro a encontrar maneiras de entregar cheques de estímulo a milhões de americanos elegíveis que ainda não receberam os fundos.

Biden também assinou uma segunda ordem executiva que estabelecerá as bases para que o governo federal institua um salário mínimo de US$ 15 por hora (atualmente é de US$ 7,25) para seus funcionários e trabalhadores contratados, ao mesmo tempo que torna mais fácil para os trabalhadores federais negociar coletivamente por melhores salários e benefícios.

A título de comparação, se é possível, o presidente Jair Bolsonaro abandonou os brasileiros à própria sorte com o fim do auxílio emergencial e definição do salário mínimo sem reajuste acima da inflação. O poder de compra dos trabalhadores diminuiu durante a pandemia e os não há empregos; a fome voltou a rondar os lares e o plano de vacinação um fiasco.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) resumiu a caótica situação brasileira da seguinte forma: “Bolsonaro subiu o preço do gás de cozinha, da gasolina, da cesta básica e cortou o auxílio emergencial. O salário mínimo ficou abaixo da inflação. E o governo não fez nada para gerar empregos. O povo sofre e os bancos lucram!”

Voltemos a Biden, nos EUA.

“A crise está apenas se aprofundando”, disse Biden durante comentários na Casa Branca, chamando a necessidade de ajudar os desempregados e incapazes de comprar comida suficiente como “um imperativo econômico”.

“Temos as ferramentas para ajudar as pessoas. Então, vamos usar as ferramentas. Todos eles, agora”, disse o presidente.

As ações executivas são parte de uma tentativa de Biden de substituir seu antecessor, o ex-presidente Donald Trump, em questões relativas aos trabalhadores, a economia e a rede de segurança federal. As ordens que Biden assinou hoje são uma ruptura com as tentativas do governo Trump de limitar o escopo de muitos benefícios federais que, segundo as autoridades da era Trump, criaram um desincentivo para os americanos trabalharem.

Os pedidos seguem uma série de medidas ambiciosas que Biden tomou em seu primeiro dia completo no cargo, na quinta-feira. Ele assinou uma série de ordens executivas e diretivas presidenciais destinadas a combater a pior crise de saúde pública em um século, incluindo novos requisitos para máscaras em aviões interestaduais, trens e ônibus e para os viajantes internacionais ficarem em quarentena após chegarem aos Estados Unidos.

Em seu primeiro dia, o presidente Biden reverteu algumas das políticas mais polêmicas de seu predecessor. Mas governar por decreto pode ser complicado.

Durante a campanha presidencial, ele pediu o uso da lei da época da Guerra da Coreia para aumentar o suprimento nacional de itens essenciais, como testes de coronavírus e equipamentos de proteção individual. Na quinta-feira, ele assinou uma ordem executiva determinando que as agências federais façam uso dela para aumentar a produção de materiais necessários às vacinas.

Com milhares de americanos morrendo todos os dias de Covid-19, um número nacional de mortes que ultrapassa 400 mil e uma nova variante mais infecciosa do vírus se espalhando rapidamente, a pandemia representa o desafio mais urgente dos primeiros dias de Biden no cargo. A maneira como ele lida com isso definirá o tom de como os americanos verão seu governo no futuro, como o próprio Biden reconheceu.

Em um documento de 200 páginas lançado na quinta-feira, chamado “Estratégia Nacional para a Resposta da Covid-19 e Preparação para a Pandemia”, o novo governo descreveu o tipo de resposta federal centralizada que os democratas há muito exigem e que Trump recusou.

Mas o plano de Biden é em alguns aspectos excessivamente otimista e em outros não é ambicioso o suficiente, dizem alguns especialistas. Não está claro como ele aplicaria o requisito de quarentena. E sua promessa de injetar 100 milhões de vacinas em seus primeiros cem dias é baixa, já que nesses 100 dias deve haver o dobro de doses disponíveis.

Os esforços para desembaraçar e acelerar a distribuição de vacinas – talvez o desafio mais urgente para o governo Biden, que também é o caminho mais promissor – serão uma corrida desesperada contra o tempo, já que estados de todo o país alertaram que podem ficar sem doses já neste fim de semana.