setembro 28, 2021
Saúde

Sem vacina para todos, prefeitos estão preocupados com conflito federativo

Repórter Nordeste

Da assessoria

Além dos governadores, que se reuniram com o ministro da Saúde cobrando um plano nacional de vacinação contra a Covid, os prefeitos também estão preocupados e temem por um conflito federativo.

Segundo a presidente da AMA, prefeita Pauline Pereira, como em todas as campanhas de vacinação cabe aos prefeitos, a logística , armazenagem , distribuição e aplicação. Sem calendário , data e fonte de financiamento os prefeitos , mais uma vez, serão responsabilizados. “A decisão do governador João Doria, de São Paulo, de começar vacinação no dia 25 de janeiro, gera expectativa e pressão dos moradores. E nós, prefeitos , é que estamos na ponta, no dia a dia com a população”.

A presidente também diz que o fato de governadores e prefeitos , que têm melhor situação financeira, de forma paralela, negociar a compra da CoronaVac diretamente com o Instituto Butantan, também põe em risco a estabilidade política e social.

Nesta terça-feira, dia 08, a Confederação Nacional dos Municípios – CNM- em nota assinada por todas as Entidades municipalistas, pediu que o governo federal “assuma de uma vez por todas sua responsabilidade prevista na legislação, adquirindo, programando e distribuindo insumos e vacinas necessários para o atendimento equânime de toda a população brasileira, evitando, desta forma, o acirramento do conflito federativo”.

Leia a nota da CNM e AMA https://ama-al.com.br/ama-subscreve-nota-da-cnm-sobre-vacinacao-contra-covid-19/

Em resposta, o ministro Pazuello fez um pronunciamento no Palácio do Planalto e disse que o Brasil não pode se dividir e destacou que cabe ao Ministério da Saúde cuidar da vacinação do país inteiro e garantiu que todos os brasileiros terão acesso às vacinas que forem aprovadas pela Anvisa: “Todos no Brasil terão acesso à vacina. A todos aqueles que desejarem nós ofereceremos a vacina e vacinaremos aqueles que desejarem. Mais uma vez afirmo: tudo está sendo feito de acordo com ritos científicos e seguindo os protocolos da agência reguladora, que é a Anvisa, a qual respeitamos e que representa legalmente a autoridade no assunto”.